Na era do virtual, ir à biblioteca e consultar fisicamente obras e materiais de apoio é algo que caiu em desuso. Aqui, poderão encontrar aquelas informações que podem fazer toda a diferença no vosso estudo.
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terça-feira, 15 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
domingo, 16 de março de 2014
Material audio sobre os conteúdos de 11ºano (e parte de 12º)
Neste link http://www.ypodcast.pt/ylearnportugues poderão encontrar informações audio acerca dos conteúdos de 11ºano (e ainda alguns de 12ºano). Pode ser uma boa ajuda para o estudo.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Perguntas e respostas tipo - Frei Luís de Sousa
Respostas-tipo
1. Considera a segunda cena do
I ato da obra Frei Luís de Sousa.
1.1.
Integra este excerto da
obra na estrutura interna e externa.
Este excerto insere-se na
cena II do acto I de Frei Luís de Sousa. D. Madalena estava a ler Os Lusíadas
e a refletir sobre os amores fatídicos de D. Inês e D. Pedro, quando surge
Telmo, que troca impressões com ela sobre a sua leitura e sobre Maria. Este
último refere que Maria merecia ter nascido em melhor condição social e, aí, D.
Madalena decide falar, pela primeira e última vez, do seu passado, expondo a
Telmo a sua vida com D. João e todas as iniciativas que teve para o encontrar
após a Batalha de Alcácer Quibir. Posteriormente D. Madalena pede a Telmo para
não alimentar a crença sebástica em Maria, ao que ele acede, pois apercebe-se
do mal que isso lhe pode causar. Seguidamente, pede a Telmo que vá ver o que
Maria está a fazer e que tente saber com Frei Jorge o motivo da demora de
Manuel de Sousa Coutinho, que começa a afligi-la. Posteriormente, Maria entra
em cena solicitando que Telmo lhe conte a história de D. Sebastião, tal como
lhe prometera.
Sebastianismo - Frei Luís de Sousa
O Sebastianismo
D. Sebastião considerava a cruzada sebástica
no Norte de África (a qual lhe ficou a dever a vida) uma missão peregrina de
reconquistar a terra dos infiéis, em nome de Deus, uma vez que se julgava
predestinado por Deus para a redenção dos infiéis. Assim, a cruzada sebástica
assumiria o valor de uma obra divina, isto é, seria levada a cabo em nome de
Deus e, simultaneamente, tornaria divinos os próprios portugueses.
Indícios Trágicos - Frei Luís de Sousa
Indícios
Trágicos
è Leitura que D. Madalena realiza do episódio
de Inês de Castro (Os Lusíadas), que motiva a sua reflexão (acto I), o
que alia o seu destino ao final trágico da figura histórica.
è Os pressentimentos de D. Madalena de que um
acontecimento funesto atingirá a sua família, o que não a deixa viver o seu
amor por Manuel de Sousa Coutinho de uma forma tranquila, motivando a sua
insegurança, a sua angústia e impedindo a sua felicidade.
è Os agouros de Telmo, que não crê na morte
de D. João de Portugal, colocando a hipótese do seu regresso, e que afirma que
uma situação ocorrerá que deixaria claro quem nutria maior amor por Maria
naquela casa.
O Tempo - Frei Luís de Sousa
O
Tempo
Num texto dramático, o tempo em
que decorre a ação é relativamente curto, na medida em que, na representação,
muito tempo transforma-se em pouco tempo, dada a sua tendência para a
concentração. O tempo de representação corresponde à duração da apresentação da
peça em palco e é variável (entre uma a três horas).
Tempo
da Diegese /ação
- Consiste no tempo durante o qual a acção se desenrola, segundo uma ordenação cronológica, e em que surgem marcas objectivas da passagem das horas, dias, meses, anos, etc.
Em Frei Luís de Sousa
Espaço - Frei Luís de Sousa
O Espaço
O espaço não se resume apenas ao lugar onde o(s) evento(s) se
realiza(m), mas possui também uma dimensão social e psicológica importante para
a interpretação textual.
Personagens - Frei Luís de Sousa
Personagens
D.
Madalena de Vilhena
Logo
na primeira cena D. Madalena é colocada na esfera dos amores míticos funestos,
em que os amantes se tornam vítimas do sentimento que nutrem. É dominada por
pressentimentos, temores e terrores, o que a caracteriza como nitidamente
romântica, já que os sentimentos superam a sua capacidade lógica e analítica.
Vive
em permanente desassossego, pânico, infelicidade (Pathos) e pelo imenso sentido
do dever, o que inibe a possibilidade de se sentir feliz, mesmo por que a sua
personalidade vulnerável e frágil, fá-la duvidar quanto à existência do seu primeiro marido (dúvida
alimentada pelas convicções de Telmo).
Sente-se
eternamente culpada por ter amado Manuel de Sousa quando ainda se encontrava
casada com D. João (Hybris), por isso é dominada pelo destino e pelo fatalismo,
vivendo toda a sua vida receando o aparecimento do seu primeiro marido, e
quando este aparece, disfarçado de Romeiro, não o reconhece.
È
uma personagem que vive muito para si, dentro dos seus problemas pessoais e da
sua família, não revelando outros interesses, o que transmite o ambiente social
do início do séc. XVII.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Características Clássicas da Tragédia e Características Românticas
Classificação
A
peça Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett é de classificação muito
difícil, o que, aliás, não passou despercebido ao próprio autor, que também
hesitou na maneira de classificar a sua obra. O facto explica-se precisamente
por Garrett ter sido um autor que atravessou a época de transição entre o
Classicismo e o Romantismo; sendo educado dentro dos princípios da grande
tradição clássica, adoptou por escolha consciente, as doutrinas da estética
romântica, especialmente depois da sua longa permanência em França e
Inglaterra, países então na vanguarda do grande movimento literário e artístico
do Romantismo.
O
Frei Luís de Sousa apresenta, pois, características de drama (género eminentemente romântico,
em que, por vezes, se mistura o trágico e o cómico, o riso e as lágrimas, numa
tentativa de reconstituição da realidade contraditória da vida) e também,
talvez essencialmente, de tragédia
(género clássico por definição, criado pelos gregos); o talvez, pode até
dispensar-se, visto que o próprio autor teve a noção do predomínio, na sua
peça, das características trágicas.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Garrett - lírico
ESTE
INFERNO DE AMAR!
Quem mo pôs n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...
Almeida Garrett
Garrett - lírico
NÃO
TE AMO
Não
te amo, quero-te: o amar vem d'alma.
E eu n'alma --- tenho a calma,
A calma --- do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não
te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai!
não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não
te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E
quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E
infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.
Garrett - lírico
Os cinco sentidos
São belas - bem o sei, essas estrelas,
Mil cores - divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho, amor, olhos para elas:
Em toda a natureza
Não vejo outra beleza
Senão a ti - a ti!
Divina - ai! sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será: mas eu do rouxinol que trina
Não oiço a melodia,
Nem sinto outra harmonia
Senão a ti - a ti!
Respira - n'aura que entre as flores gira,
Celeste - incenso de perfume agreste.
Sei... não sinto: a minha alma não aspira,
Não percebe, não toma
Senão o doce aroma
Que vem de ti - de ti!
Formosos - são os pomos saborosos,
É um mimo - de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede... sequiosos,
Famintos meus desejos
Estão... mas é de beijos
É só de ti - de ti!
Macia - deve a relva luzidia
Do leito - ser por certo em que me deito
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
Sentir outras carícias,
Tocar noutras delícias
Senão em ti - em ti!
A ti! ai, a ti só os meus sentidos,
Todos num confundidos,
Sentem, ouvem, respiram;
Em ti, por ti deliram.
Em ti a minha sorte,
A minha vida em ti;
E, quando venha a morte,
Será morrer por ti.
Mil cores - divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho, amor, olhos para elas:
Em toda a natureza
Não vejo outra beleza
Senão a ti - a ti!
Divina - ai! sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será: mas eu do rouxinol que trina
Não oiço a melodia,
Nem sinto outra harmonia
Senão a ti - a ti!
Respira - n'aura que entre as flores gira,
Celeste - incenso de perfume agreste.
Sei... não sinto: a minha alma não aspira,
Não percebe, não toma
Senão o doce aroma
Que vem de ti - de ti!
Formosos - são os pomos saborosos,
É um mimo - de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede... sequiosos,
Famintos meus desejos
Estão... mas é de beijos
É só de ti - de ti!
Macia - deve a relva luzidia
Do leito - ser por certo em que me deito
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
Sentir outras carícias,
Tocar noutras delícias
Senão em ti - em ti!
A ti! ai, a ti só os meus sentidos,
Todos num confundidos,
Sentem, ouvem, respiram;
Em ti, por ti deliram.
Em ti a minha sorte,
A minha vida em ti;
E, quando venha a morte,
Será morrer por ti.
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